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TEXTO I
Zabé da Loca tinha a leveza do sopro e a força do vento. Nasceu Isabel Marques da Silva, em 1925. As adversidades da vida, a pobreza e a miséria a obrigaram a viver por mais de 20 anos numa gruta, numa loca, como é dito em sua terra, a Paraíba. Virou Zabé da Loca, para abreviar. Não era muito de conversa, mas dava seu recado nas notas fortes de um pífano, instrumento tipicamente nordestino que a acompanhava desde os 6 anos de idade. Gravou disco, ganhou prêmios e até uma casa na cidade onde viveu, Monteiro, a 300 quilômetros da capital, João Pessoa. Incansável, criou em sua cidade um projeto no qual ensinou 80 crianças do sertão paraibano a espalharem melodias com a pequena flauta.
CORREIA FILHO, J. Sopro de resistência. Página 22, n. 50, mar. 2011. São Paulo: FGV (adaptado).
TEXTO II
Descrição da imagem (gerado por IA)
Fotografia colorida, em primeiro plano, de uma senhora idosa tocando uma flauta transversal de bambu. Ela tem o rosto marcado por muitas rugas e a pele clara, usa um gorro vermelho de tricô e uma blusa azul sobre uma peça branca. Seus dedos seguram a flauta na altura da boca, e unhas pintadas de vermelho aparecem na mão visível. O fundo é uma parede lisa verde-clara; o enquadramento é fechado no rosto, nas mãos e na flauta.
Textos contidos na imagem (gerado por IA)
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Zabé da Loca tornou-se uma referência artística e educacional para a cultura brasileira, o que é evidenciado pela
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transferência de conhecimento musical autodidata para o ensino de instrumento de sopro.
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valorização dos saberes formais na arte de tocar pífano na produção musical da artista.
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salvaguarda do repertório da música formal por meio de um instrumento de sopro.
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sistematização de uma proposta educacional de ensino de instrumento musical.
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visibilidade alcançada ao se mudar para a cidade de Monteiro, na Paraíba.