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TEXTO I
Descrição da imagem (gerado por IA)
Três pinturas justapostas lado a lado, em tons escuros de cinza e preto, cada uma com o rosto de um homem, formando um tríptico. Na imagem da esquerda, o rosto apresenta a boca aberta e uma forma circular escura sobre a boca; na imagem do centro, uma mancha oval escura cobre um dos olhos; na imagem da direita, o rosto é mais claro, com olhos fechados e sombras pontilhadas. Abaixo, a legenda identifica a obra como estudos de Bacon para um autorretrato, em óleo sobre tela, 1974.
Textos contidos na imagem (gerado por IA)
BACON, F. Três estudos para um autorretrato. Óleo sobre tela, 37,5 x 31,8 cm (cada), 1974.
Disponível em: www.metmuseum.org. Acesso em: 30 maio 2016.
TEXTO II
Tenho um rosto lacerado por rugas secas e profundas, sulcos na pele. Não é um rosto desfeito, como acontece com pessoas de traços delicados, o contorno é o mesmo mas a matéria foi destruída. Tenho um rosto destruído.
Na imagem e no texto do romance de Marguerite Duras, os dois autorretratos apontam para o modo de representação da subjetividade moderna. Na pintura e na literatura modernas, o rosto humano deforma-se, destrói-se ou fragmenta-se em razão
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da adesão à estética do grotesco, herdada do romantismo europeu, que trouxe novas possibilidades de representação.
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das catástrofes que assolaram o século XX e da descoberta de uma realidade psíquica pela psicanálise.
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da opção em demonstrarem oposição aos limites estéticos da revolução permanente trazida pela arte moderna.
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do posicionamento do artista do século XX contra a negação do passado, que se torna prática dominante na sociedade burguesa.
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da intenção de garantir uma forma de criar obras de arte independentes da matéria presente em sua história pessoal.