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Descrição da imagem (gerado por IA)
Xilogravura em preto e branco, dentro de uma moldura decorativa com volutas no alto. À esquerda, em pé, está um homem barbado de casaca escura e calças claras, apoiado em uma bengala; sobre a cabeça, ele usa uma coroa. Ao lado dele, à direita e um pouco mais alto, está uma figura indígena com cocar de penas, colares, saiote e braços nus, que ergue com a mão direita uma coroa de louros sobre a cabeça do homem barbado e segura, com a esquerda, uma bandeira escura presa a uma haste. À direita há uma coluna sobre a qual arde uma chama, e, ao pé dela, um escudo e uma coroa pousados. Ao fundo, à esquerda, aparecem um navio soltando fumaça e instalações portuárias. Na base, a legenda impressa.
Textos contidos na imagem (gerado por IA)
Xilogravura, 1869. O indígena, representando o Império, coroa com louros o monarca.
Xilogravura, 1869. O indígena, representando o Império, coroa com louros o monarca.
Com seu manto real em verde e amarelo, as cores da casa dos Habsburgo e Bragança, mas que lembravam também os tons da natureza do “Novo Mundo”, cravejado de estrelas representando o Cruzeiro do Sul e, finalmente, com o cabeção de penas de papo de tucano em volta do pescoço, D. Pedro II foi coroado imperador do Brasil. O monarca jamais foi tão tropical. Entre muitos ramos de café e tabaco, coroado como um César em meio a coqueiros e paineiras, D. Pedro transformava-se em sinônimo da nacionalidade.
No Segundo Reinado, a Monarquia brasileira recorreu ao simbolismo de determinadas figuras e alegorias. A análise da imagem e do texto revela que o objetivo de tal estratégia era
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exaltar o modelo absolutista e despótico.
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valorizar a mestiçagem africana e nativa.
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reduzir a participação democrática e popular.
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mobilizar o sentimento patriótico e antilusitano.
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obscurecer a origem portuguesa e colonizadora.