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TEXTO I
Descrição da imagem (gerado por IA)
Reprodução em preto e branco de uma obra de arte de formato vertical. A metade superior é ocupada por pinceladas gestuais, manchas e respingos escuros e claros, com formas que lembram cordas ou ramos finos e traços escorridos de tinta; ao centro dessa área há um olho humano desenhado, de perfil, com cílios bem marcados. A metade inferior é coberta por um padrão geométrico regular de retângulos claros dispostos em grade, com faixas e quadrados escuros, lembrando um tecido estampado ou uma tapeçaria; gotas de tinta escorrem sobre esse padrão a partir da área superior.
Textos contidos na imagem (gerado por IA)
Nenhum texto foi identificado nesta imagem.
TEXTO II
No verão de 1954, o artista Robert Rauschenberg (n.1925) criou o termo combine para se referir a suas novas obras que possuíam aspectos tanto da pintura como da escultura. Em 1958, Cama foi selecionada para ser incluída em uma exposição de jovens artistas americanos e italianos no Festival dos Dois Mundos em Spoleto, na Itália. Os responsáveis pelo festival, entretanto, se recusaram a expor a obra e a removeram para um depósito. Embora o mundo da arte debatesse a inovação de se pendurar uma cama numa parede, Rauschenberg considerava sua obra “um dos quadros mais acolhedores que já pintei, mas sempre tive medo de que alguém quisesse se enfiar nela”.
A obra de Rauschenberg chocou o público na época em que foi feita, e recebeu forte influência de um movimento artístico que se caracterizava pela
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dissolução das tonalidades e dos contornos, revelando uma produção rápida.
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exploração insólita de elementos do cotidiano, dialogando com os ready-mades.
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repetição exaustiva de elementos visuais, levando à simplificação máxima da composição.
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incorporação das transformações tecnológicas, valorizando o dinamismo da vida moderna.
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geometrização das formas, diluindo os detalhes sem se preocupar com a fidelidade ao real.