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TEXTO I
Descrição da imagem (gerado por IA)
Conjunto de 16 quadros numerados de 1 a 16, organizados em quatro linhas de quatro, em preto e branco. Cada quadro mostra, sobre fundo claro com uma linha horizontal de referência, um homem montado em um cavalo em galope; ao longo da sequência, as patas do cavalo aparecem em posições diferentes. O cavaleiro usa boné e mantém o corpo inclinado para a frente, segurando as rédeas.
Textos contidos na imagem (gerado por IA)
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MUYBRIDGE, E. Cavalo em movimento. Fotografia. Universidade do Texas, Austin, cerca de 1886. Disponível em: www.utexasaustin.edu. Acesso em: 31 ago. 2016 (adaptado).
TEXTO II
Descrição da imagem (gerado por IA)
Reprodução em preto e branco de uma pintura que mostra uma corrida de cavalos. Quatro cavaleiros montados em cavalos em galope avançam da esquerda para a direita sobre um terreno plano; dois cavalos estão à frente e dois atrás. Os cavaleiros usam roupas claras e bonés, e um deles ergue o chicote. O céu está carregado de nuvens. À direita, há uma haste vertical fina. Na parte inferior da imagem aparece uma faixa de texto cortada, apenas parcialmente legível.
Textos contidos na imagem (gerado por IA)
Nenhum texto foi identificado nesta imagem.
GÉRICAULT, T. Corrida de cavalos ou O Derby de 1821 em Epson. Óleo sobre tela, 92 x 123 cm. Museu do Louvre, Paris. Disponível em: www.louvre.fr. Acesso em: 31 ago. 2016.
TEXTO III
A arte pode estar, às vezes, muito mais preparada do que a ciência para captar o devir e a fluidez do mundo, pois o artista não quer manipular, mas sim "habitar" as coisas. O famoso artista francês Rodin, no seu livro L'Art (A Arte, 1911), comenta que a técnica de fotografia em série, mostrando todos os momentos do galope de um cavalo em diversos quadros, apesar de seu grande realismo, não é capaz de capturar o movimento. O corpo do animal é fotografado em diferentes posições, mas ele não parece estar galopando: "na imagem científica [fotográfica], o tempo é suspenso bruscamente".
Para Rodin, um pintor é capaz, em única cena, de nos transmitir a experiência de ver um cavalo de corrida, e isso porque ele representa o animal em um movimento ambíguo, em que os membros traseiros e dianteiros parecem estar em instantes diferentes. Rodin diz que essa exposição talvez seja logicamente inconcebível, mas é paradoxalmente muito mais adequada à maneira como o movimento se dá: "o artista é verdadeiro e a fotografia mentirosa, pois na realidade o tempo não para".
Observando-se as imagens (Textos I e II), o paradoxo apontado por Rodin (Texto III) procede e cria uma maneira original de perceber a relação entre a arte e a técnica, porque o(a)
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fotografia é realista na captação da sensação do movimento.
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pintura explora os sentimentos do artista e não tem um caráter científico.
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fotógrafo faz um estudo sobre os movimentos e consegue captar a essência da sua representação.
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pintor representa de forma equivocada as patas dos cavalos, confundindo nossa noção de realidade.
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pintura inverte a lógica comumente aceita de que a fotografia faz um registro objetivo e fidedigno da realidade.