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TEXTO I
A linguagem visual dos adornos transmite informações sobre prestígio e transgressão, direito e dever, pois só é permitido ao indivíduo o uso de adornos de sua linhagem. Quando diretamente vinculadas aos conceitos cosmológicos, as artes indígenas convertem-se antes em prismas que refletem as concepções acerca da composição do universo e dos componentes que o povoam.
AGUILAR, N. (Org.); DIAS, J. A. B. F.; VELTHEN, L. H. V. Mostra do redescobrimento: artes indígenas. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo-Associação Brasil 500 anos, 2000 (adaptado).
TEXTO II
Descrição da imagem (gerado por IA)
Fotografia de um cocar sobre fundo preto. A peça é formada por fileiras de penas coloridas dispostas em arco, com a parte interna vazia, em forma de anel. As penas são azuis, verdes, amarelas, alaranjadas e marrons, organizadas em faixas concêntricas, e há uma pena vermelha destacada no alto, no centro. O arco é percorrido por um cordão branco, e nas duas extremidades inferiores pendem tassels de fios brancos, formando dois pingentes compridos.
Textos contidos na imagem (gerado por IA)
Nenhum texto foi identificado nesta imagem.
Diadema (etnia Kayapó). Estados do Mato Grosso e Pará. Museu de Arte Indígena, s.d.
Disponível em: www.maimuseu.com.br. Acesso em: 11 jul. 2024.
Pela leitura desses textos, infere-se que a compreensão da arte plumária indígena requer a consideração da
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indistinção hierárquica entre os membros de um mesmo grupo social.
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prevalência dos elementos do mundo natural sobre as relações humanas.
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reconfiguração constante das representações coletivas acerca do universo.
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indeterminação entre as noções de identidade individual e de identidade cultural.
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indissociabilidade entre objetos ritualísticos e os papéis dos indivíduos na comunidade.