Manifesto da Antropofagia PeriféricaA Periferia nos une pelo amor,
pela dor e pela cor.
Dos becos e vielas há de vir a
voz que grita contra o silêncio que
nos pune. Eis que surge das ladeiras
um povo lindo e inteligente galopando
contra o passado. A favor de um futuro
limpo, para todos os brasileiros.
A favor de um subúrbio que clama
por arte e cultura, e universidade para
A diversidade. Agogôs e tamborins
acompanhados de violinos, só depois
da aula.
Contra a arte patrocinada pelos
que corrompem a liberdade de opção. Contra a arte
fabricada para destruir o senso crítico, a emoção e a
sensibilidade que nasce da múltipla escola.
A Arte que liberta não pode vir da mão que escraviza.
A favor do batique do cozinha que nasce na cozinha e
sinhá não quer. Da poesia periférica que brota na porta do bar.
Do teatro que não vem do “ter ou não ter...”. Do cinema
real que transmite ilusão.
Das Artes Plásticas, que de concreto, quer substituir
os barracos de madeiras.
Da Dança que desafoga no lago dos cisnes.
Da Música que não embala os adormecidos.
Da Literatura das ruas despertando nas calçadas.
A Periferia unida, no centro de todas as coisas.
Fonte: VAZ, S. Disponível em: www.novacultura.info. Acesso em: 24 maio 2024.